Aumentar fonte  Diminuir fonte  Indicar esta página  Imprimir esta página
A história de Sadako
Pesquisar
                                              
 
Um dia os americanos jogaram uma bomba atômica sobre Hiroshima. Muitos foram afetados pelos efeitos da explosão e, entre eles, uma menina chamada Sadako. Uma amiga, Shizuko, foi visitá-la no hospital, levou um papel e dobrou um tsuru (grou). Em seguida, disse para a amiga que o grou vive mil anos e, quem dobrasse mil grous, receberia a cura. Sadako conseguiu dobrar as mil peças e tentou dobrar mais. Morreu em outubro de 1955. Trinta e nove colegas de Sadako formaram um clube, arrecadaram dinheiro para construir um monumento em memória daquelas crianças que sofreram os efeitos da explosão. A construção do monumento terminou em 1958 e se chamou Monumento das Crianças à Paz e, foi colocado no Parque da Paz no centro de Hiroshima. Esse esforço motivou um filme chamado “Os mil grous de papel”. Essas são as palavras gravadas no pedestal do Monumento das Crianças à Paz: “este é o nosso grito, esta é a nossa prece, construir a paz no mundo que é nosso”. O esforço foi e sempre será louvável mas cabe a pergunta: Onde anda essa paz no mundo? Segundo o dicionário Houais, grous são aves da família dos gruídeos, encontradas em planícies e zonas pantanosas de todo o mundo, com exceção da América do Sul e Antártica; de grande porte, pernas e pescoço longos, cabeça parcialmente nua, bico reto e plumagem com penas brancas, cinzas ou marrons.
 
(Publicado no meu livro Origami, dobras, contas e encantos, Ed. Escrituras)
 
 
Entre os chineses, uma tradição mais antiga diz: quando um grou chega a idade de mil anos, torna-se azul escuro; passados outros mil anos, torna-se preto, recebendo a designação de grou negro. Remotamente, na China, o grou era associado à música. “Um grou negro aparecerá quando houver um governante que compreenda a música”. Nessa tradição, o grou é descrito como um pássaro amante da música de alaúde. Alguns escritos antigos, tem como títulos, canção de grous ouvindo o balbucio de um regato, Grous bailando nos céus. “Quando se vive numa casa de campo no fundo de um bosque, como se poderia deixar passar um único dia sem a companhia deste amigo requintado que nos faz esquecer todas as coisas terrenas”?
(Adaptado do Correio da Unesco)
 

Site criado com o sistema Easysite Acadêmico da eCliente.
ECLIENTE INFORMÁTICA